O vice-presidente das Organizações Globo e presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, será o palestrante do 3º Colóquio Junior Achievement, nesta quarta-feira, em Porto Alegre, a partir das 8h30min, no Teatro CIEE. Marinho falará sobre Oportunidades de Empreendedorismo Social e Ambiental. Depois, será entrevistado sobre o tema por Jayme Sirotsky, presidente Emérito do Grupo RBS e membro fundador da Junior Achievement no Brasil, e por Beatriz Johannpeter, vice-presidente do conselho do Instituto Gerdau. A seguir, confira os principais trechos da entrevista que José Roberto Marinho concedeu a ZH.

Foto: Daryan Dornelles/ Editora Globo. / CEDOC – Editora Globo

Zero Hora – Como se descobre a vocação para o empreendedorismo?

José Roberto Marinho – Vem com a pessoa, acredito que desde pequeno. É um misto de curiosidade, vontade de conhecer e resolver as coisas, pensar sempre nas soluções, mais do que nos problemas. Isso evolui com a pessoa, que acaba se diferenciando das outras, na escola e no trabalho.

ZH – O momento do Brasil favorece a iniciativa dos jovens?

Marinho – Favorece por um lado, por ser uma economia emergente, o que traz muitas oportunidades. Mas desfavorece por ser um ambiente muito regulado, burocratizado e com um emaranhado ainda hostil ao empreendedorismo.

ZH – Como o senhor avalia o nível do empreendedorismo social e ambiental no país?

Marinho – Como um dos melhores do mundo. Nos últimos 20 anos, desenvolveu tecnologias sociais e ambientais que estão sendo copiadas por outros países emergentes. Grupos de empreendedores conseguiram criar soluções para problemas sociais e ambientais, que depois puderam ser usadas em escala maior, virando políticas públicas.

ZH – Como está a mídia brasileira no empreendedorismo social e ambiental?

Marinho – Evoluiu nos últimos anos na forma de cobrir as políticas sociais e ambientais. Há um interesse crescente nesses temas, e obviamente que pode crescer mais. O importante é que os dois lados, o da mídia e o dos agentes sociais e ambientais, percebam que devem se conhecer cada vez mais, trocar informação e experiências, para que o produto final da comunicação ao grande público seja cada vez melhor.

ZH – O que espera da economia do país para 2013?

Marinho – O Brasil vem encontrando seu caminho e sobrevivendo às crises. Mas acho que, infelizmente, ainda em 2013, a crise internacional estará acentuada. A crise europeia estará bastante grave, os EUA estão iniciando uma reação e a China será uma incógnita. Deve ser mais um ano difícil.

ZH – Se o senhor tivesse 18 anos hoje, que negócio começaria?

Marinho – Começaria com aquilo que parece não ter valor para a sociedade hoje, como o esgoto, na verdade, água com nutrientes, o lixo, uma fonte extraordinária de diversas matérias, ou questões de gerar energia.

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