Um sistema econômico alternativo começa a ganhar espaço, com a proposta de trabalhar um capitalismo mais humano. Nele, a moeda corrente vai além das tradicionais notas de papel. Valores intangíveis, como solidariedade, confiança e justiça social, formam o combustível que movimenta uma cadeia de negócios focada na inclusão. Os agentes financeiros dessa nova realidade são os chamados fundos de impacto social, ou social impact investing, como são conhecidos em inglês.

Sua estrutura lembra o de empresas de venture capital ou private equity, que investem em companhias com potencial de crescimento. O que muda é a filosofia,  na hora de escolher as empresas nas quais investir. Sem abrir mão dos lucros, esses fundos também procuram medir o nível de transformação que proporcionam à população mais carente da base da pirâmide.

Os fundos de impacto social têm uma abordagem idealista, mas seus números são para lá de tangíveis. Há mais de 100 deles em atividade em todo o mundo, movimentando US$ 400 bilhões. Esse montante pode chegar a US$ 1 trilhão em uma década, segundo o estudo Impact Investments: an Emerging Asset Class, do banco americano J.P. Morgan. A outra boa notícia é que a novidade já chegou por aqui. O Brasil ganhou o primeiro representante desses fundos há dois anos, o Vox Capital, que tem como sócio o paulistano Antonio Moraes Neto, 25 anos.

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