Por Conrado Rosa 

Um dos pilares da sustentabilidade, muitas vezes esquecido, é o pilar social.

A governo, sociedade civil e principalmente as empresas estão sofrendo grande pressão por ações em prol da sustentabilidade.

E as empresas estão dando belos exemplos de esforços como o comprometimento com metas na Rio +20. Empresas que já faziam ações ligadas a sustentabilidade estão intensificando as ações e empresas que não tinham, estão iniciando projetos socioambientais.

Este desejo das corporações em contribuir para um mundo melhor esta crescendo cada vez mais. Muitas vezes existe  o desejo das organizações privadas em ter uma relação comercial com comunidades carentes. Gerar renda em comunidades locais e fortalecer o pilar social. Mas não sabem como realizar isto.

Do mesmo modo, inúmeras associações, cooperativas e grupos de artesão tem o desejo de se organizar para oferecer serviços e produtos para as corporações.

Porém existe uma certa barreira de comunicação entre empresa e comunidade que muitas vezes dificulta esta relação.

O comércio justo pode ser um elo de ligação entre essas duas esferas.

comércio justo (Fair Trade em inglês) procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. Sua missão é promover a eqüidade social, a proteção do ambiente e a segurança econômica através do comércio.

No momento que uma corporação aceita iniciar uma relação comercial com a comunidade, esta intrinsecamente aceitando os conceitos de comércio justo. Gerando um valor que vai muito além do preço final. Não que as comunidades não consigam chegar num preço competitivo e ter qualidade.

Novas empresas estão surgindo para facilitar a comunicação e auxiliar na relação comercial entre comunidade e empresa.

Desta maneira, qualquer empresa tem condições de iniciar projetos, curtos ou longos, que beneficiem e levem renda para comunidades que estão aguardando oportunidades de trabalho.

Assista o vídeo da Faces do Brasil de divulgação deste conceito de comércio justo e solidário.

 

Conrado Rosa é fundador e diretor da Greener

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